Pesquisando a Fertilidade Masculina

A análise da fertilidade masculina pode inicialmente ser feita após a realização dos seguintes perfis de exames: espermograma (análise do sêmen) e exames de sangue hormonais e virais.

Analisando o espermograma

O espermograma ou análise seminal é o principal exame na avaliação inicial do homem que apresenta problemas de fertilidade. O exame pode avaliar:

• A quantidade de espermatozoides produzidos, aspecto importante devido às grandes perdas no trajeto até a chegada ao óvulo;
• A motilidade dos espermatozoides, ou seja, a movimentação importante para percorrer esse trajeto;
• A morfologia ou formato do sêmen que nos mostra a capacidade de fecundação dos espermatozoides;
• Volume do ejaculado, já que a quantidade está relacionada a algumas doenças possíveis causais de infertilidade;
• Quantidade de células não-espermáticas, podendo detectar infecções do trato genito-urinário masculino.

Exames de sangue hormonal e carga viral

São extremamente necessários para o entendimento da formação, função e armazenamentos dos espermatozoides e também para saber dos riscos que o espermatozoide pode acarretar tanto para o futuro bebê, quanto para o profissional que irá manipular essas amostras.

A partir da análise desses exames pelo médico especialista, alguns exames genéticos podem ser necessários, como a cultura seminal (pesquisa de bactérias que causam infecções) e a fragmentação de DNA espermático. Exames de ultrassom podem ser necessários.

Em casos de alterações seminais  importantes há a necessidade de uma análise genética do paciente através de estudo específico do seu sangue. Dentro da população infértil, 6% de homens possuem alterações genéticas detectáveis. Essas alterações podem ser muito importantes a ponto de não existir nenhum espermatozoide no ejaculado, situação que chamamos de azoospermia. Exames como a microdeleção do cromossomo Y (análise de deleções no cromossomo Y) e cariótipo (análise de cromossomos) devem ser realizados.